
sobre
Glória Nogueira é uma joalheira de bancada baseada em São Paulo, Brasil. Formada em Artes Visuais e Filosofia pela Bard College Berlin, passou grande parte de sua carreira artística entre o Brasil e a Alemanha.
Na bancada, o metal é moldado à visão artística da joalheira, transformando-se de matéria bruta em obra de arte. O calor das mãos que a criam é imbuído na joia, tornando-a um objeto vivo. As suas formas, a sensação do metal na pele, o brilho das pedras que saltam aos olhos comunicam, além da beleza, a história de joia, tornando cada uma um tesouro único e singular.
As mãos da artista pensam e produzem cada joia, celebrando o tempo e cuidado que cada uma precisa para nascer. Na Glória faz Jóias, cultiva-se tesouros à mão.
o joalheiro como aventureiro
Em suas aventuras na Europa, Ásia, e América Latina, a coleção mais preciosa adquirida pela Glória como artista foi a que seus olhos capturaram. Ao longo dos anos, o caos dos museus com alas vastas e arrebatadas de artefatos, calçadas pisadas por milhares de sapatos estrangeiros todos os dias, e o relevo do interior populado por espécies inimaginavelmente diversas de fauna e flora, foram lentamente destilados em um olhar apurado para a beleza que se esconde nos detalhes. Do estrangeiro ao cotidiano, a vida artística da Glória é guiada por um instinto curioso que informa todos os elementos do seu processo criativo.
A riqueza de impressões, intelectuais e sensoriais, trazidas pela vida de viajante despertou na Glória um repertório rico de referências que se traduz, na bancada de joalheria, em joias infinitamente imaginativas: a fluidez da caligrafia persa pode ser traduzido na disposição de ornamentos em um anel; os círculos concêntricos em um pingente podem remeter à pintura de cerâmicas centenárias; a escolha de cores e formas em um conjunto podem ter nascido da sobreposição de obras contemporâneas e clássicas. Quanto maior a riqueza do olhar da artista, mais abundantes e transformadores se tornam suas criações.
o joalheiro como jardineiro
Uma boa coleção nasce não apenas da quantidade dos artefatos que contém, mas de sua curadoria — somente assim podem meros objetos transformarem-se em tesouros. No jardim bem cuidado, as melhores flores são aquelas que juntam-se em harmonia para criar uma visão única: um dente-de-leão pode ser intrusivo e desagradável quando cresce em um tapete de grama imaculadamente arrumado, ou um lindo ornamento em um jardim cheio de florzinhas silvestres. O dever do jardineiro é o de selecionar, dentre a impressionante diversidade de plantas do mundo, apenas aquelas que servem a sua visão para certo jardim. Cultivar um jardim é, desta maneira, construir um universo.
A investigação artística da Glória, como joalheira, foca na criação de universos vestíveis: como pode uma joia criar e conter, dentro de si, um mundo precioso? Como um jardim, que contém na sua particularidade a beleza universal da natureza selvagem, cada joia é um receptáculo para sua história. Cada elemento contido nela carrega em si parte da visão contemplada na joia como um todo. As cores das gemas, a forma dos metais, os detalhes que formam a joia trabalham em harmonia para que venha à vida um mundo impressionante. A preciosidade da joia está na beleza do universo vislumbrado quando é vestida.
A Glória Faz Jóias celebra a preciosidade do mundo com joias que criam histórias.